Portaria n.º 20186 | provas candidatos prova será

Ministério da Marinha - Superintendência dos Serviços da Armada
Sexta-feira 22 de Novembro de 1963
274/63 SÉRIE I ( páginas 1762 a 1762 )
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TEXTO :

Portaria n.º 20186
Em conformidade com o artigo 9.º do Decreto n.º 43965 , de 17 de Outubro de 1961:

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Marinha, publicar o seguinte:

Regras a observar no concurso para admissão de farmacêuticos navais
1.ª O júri a que se refere o artigo 8.º do Decreto n.º 43965 , de 17 de Outubro de 1961, nomeado pelo superintendente dos Serviços da Armada, sob proposta da Direcção do Serviço de Saúde Naval, será constituído pelo director do Hospital da Marinha, que presidirá, e por três farmacêuticos navais, sendo dois efectivos e um suplente.

§ 1.º Servirá de secretário do júri o farmacêutico mais moderno, de entre os designados como membros efectivos.

§ 2.º O vogal suplente deverá assistir a todas as provas, mas só entrará em exercício em caso de impedimento de algum dos membros efectivos, que será então por ele substituído.

2.ª As provas a prestar pelos candidatos a farmacêuticos navais, nos termos do artigo 9.º do Decreto n.º 43965 , de 17 de Outubro de 1961, são as seguintes:

Escrita.
Prática de análises químicas, físico-químicas, microbiológicas e bromatológicas.

Prática de farmacotecnia.
Oral.
3.ª A ordem de sequência da realização das provas será a seguinte:
Escrita.
Prática de análises químicas, físico-químicas, microbiológicas e bromatológicas.

Prática de farmacotecnia.
Oral.
A ordem pela qual os candidatos tiram ponto e realizam a prova não simultânea - a oral - é sorteada imediatamente antes da primeira prova.

4.ª A prova escrita consta da dissertação sobre um ponto tirado à sorte de uma lista de dez pontos elaborados pelo júri, os quais devem ser afixados com uma antecedência não inferior a cinco dias.

§ 1.º A prova escrita é a mesma para todos os candidatos e é realizada simultâneamente.

§ 2.º A duração da prova escrita é de quatro horas.
5.ª As provas práticas de análises e de farmacotecnia constam de análises de uma droga, produto químico, medicamento ou alimento, segundo métodos inscritos em quaisquer códigos, oficiais ou não, e da execução de três fórmulas galénicas.

§ 1.º Nas provas práticas é permitida a consulta de quaisquer livros ou apontamentos que o candidato entenda serem necessários.

§ 2.º As provas práticas são iguais para todos os candidatos e realizadas simultâneamente.

§ 3.º A duração de qualquer das provas práticas é de cinco horas.
6.ª A prova oral consta da discussão dos assuntos versados na prova escrita ou nas provas práticas.

§ 1.º Cada membro efectivo do júri pode apresentar as suas objecções durante quinze minutos, tendo os candidatos igual período de tempo para responder.

§ 2.º Os candidatos que ainda não tenham feito a sua prova não podem assistir às dos outros candidatos.

7.ª O júri classificará cada uma das provas segundo a escala de valores de 0 a 20, aproximando-se os valores obtidos até às décimas, que será afixada, após a sua realização.

§ 1.º A classificação final será obtida fazendo a média aritmética das classificações de cada uma das provas.

§ 2.º As provas são todas eliminatórias, não podendo realizar a prova seguinte o candidato que em qualquer delas obtenha classificação inferior a 10 valores.

8.ª Depois de apurada a classificação final das provas dos candidatos, no caso de igualdade de classificação, serão tidas em conta as seguintes condições de preferência:

a) Ter maior classificação de curso;
b) Possuir maior preparação científica, documentada por trabalhos publicados ou por atestados de estágios realizados;

c) Ter menos idade.
§ único. Os candidatos deverão fazer prova das condições de preferência que possuírem pela apresentação de adequada documentação.

9.ª A classificação final das provas será enviada à Direcção do Serviço de Saúde Naval, que, em face dela e da documentação dos candidatos, elaborará a relação dos candidatos aprovados segundo a ordem por que se deve realizar a sua admissão na Armada.

Esta relação será depois apresentada ao superintendente dos Serviços da Armada para o efeito estabelecido no artigo 10.º do Decreto n.º 43965 , de 17 de Outubro de 1961.

Ministério da Marinha, 22 de Novembro de 1963. - O Ministro da Marinha, Fernando Quintanilha Mendonça Dias.

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